A empreitada de Reabilitação do Molhe Principal do Porto do Porto Santo está já a decorrer e prolonga-se até 15 de janeiro de 2023.

Devido à obras, a estrada de acesso àquele porto, está condicionada à circulação rodoviária e pedonal.

Leia aqui o edital

Os Portos da Madeira totalizaram no passado mês de abril 62 escalas de navios de cruzeiro, o que acontece pela primeira vez, nas estatísticas dos meses de abril.

Em comparação com o ano de 2019, antes da pandemia, houve mais 09 escalas no Porto do Funchal (44) e mais 07, em Porto Santo (02).

Analisando o registo de todos os meses, nos últimos 10 anos, só novembro de 2012, um ano completamente excecional, superou, com 64 escalas, uma delas no Porto Santo.

Mas se a nível de escalas já ultrapassámos o período pré-pandemia, no que toca aos passageiros e a exemplo do que se passa na generalidade do setor, ainda não alcançámos os números registados antes da COVID-19.

A manutenção dos protocolos sanitários a bordo, por parte das companhias e as escalas de navios de menor dimensão contribuem para este resultado.

Assim, no passado mês de abril registou-se um movimento de 44 810 passageiros, menos 33 639 que no mesmo período de 2019. O número de tripulantes foi de 28784, menos 626 tripulantes, em comparação com o mesmo mês de há três anos.

De salientar ainda, que no mês em análise houve quatro estreias: “Celebrity Edge” e “Scenic Eclipse”no Porto do Funchal e “Hebridean Sky” e “Seabourn Ovation” no Porto Santo.

Os números de abril que são excelentes para os Portos da Madeira vão também de encontro a uma das principais conclusões das conferências que decorreram na Seatrade Cruise Global que teve lugar de 25 a 28 de abril, em Miami: 2020 e 2021 foram anos de resiliência, 2022 é um ano para reconstruir e posicionar os cruzeiros para um 2023 que se espera muito forte, com movimentos de passageiros superiores a 2019, antes do período pandémico.

Até ao fim deste ano, todas as frotas estarão a trabalhar a 100% e as reservas para 2023, segundo os CEO´s das companhias, não param. Há mesmo quem diga que a negociação a 12 meses está melhor agora do que antes da COVID-19. Há realmente apetência pelos cruzeiros, as pessoas querem viajar e há dezenas de navios a serem construídos até 2026!

Mas, há uma certeza, o setor não vai ser o mesmo depois da pandemia. Nunca como agora, os decisores da indústria de cruzeiros tiveram tanta convicção na necessidade de mudar, seja na partilha de valor entre os operadores e as comunidades locais como no investimento em energias sustentáveis e limpas. É uma tendência para os próximos 10 anos: turistas deixando dinheiro nas comunidades, sustentabilidade e a escolha de um operador que assuma estes valores.

Nos próximos 04 anos, mais de 60% dos navios dos associados da CLIA vão ser equipados com conexões de energia costeira. É preciso que agora, os portos também se equipem e disponibilizem essa conexão. Reduzir as emissões de carbono a zero até 2050 é o objetivo e para isso, a indústria está a investir e a experimentar tecnologias ambientais inovadoras e a apostar em parcerias com cidades e portos no que toca à gestão sustentável de destino. Porquê? São os próprios líderes das companhias que assumem: porque é do seu próprio interesse. É o futuro!

Como reflexão, é interessante verificar que depois de uma pandemia que feriu profundamente o mercado de cruzeiros, o setor emergiu mais forte, porque se uniu na adversidade.

Abril foi o melhor mês para a ilha do Porto Santo, no que se refere ao turismo de cruzeiros, que em apenas um mês somou 09 escalas.

A ilha tem despertado o interesse dos chamados navios temáticos e de luxo que procuram destinos paradisíacos sobretudo, numa ótica ambientalista.

Por navio, em abril, no Porto Santo:

- “World Voyager”, o mais frequente, com escalas a 05, 15 e 26;

- “Hanseatic Inspiration, escalas a 13 e a 15;

- “Seabourn Ovation”, escala a 07:

- “Hanseatic Spirit”, a 21 e 23;

- “Hebridean Sky”,  27 DE ABRIL.

Os Portos da Madeira receberam desde abril de 2010 mais de 02 milhões de tripulantes (2 122 850 tripulantes) dos navios de cruzeiro que fizeram escala no Funchal e no Porto Santo.

Desde abril de 2010 que são contabilizados os tripulantes que fazem escala nos Portos da Madeira. Antes não havia registo e foi feito depois de se perceber a importância deste grupo de profissionais na economia regional.

É um mundo onde as culturas, origens e etnias são muito diversificadas. Une-os o trabalho a bordo, nem sempre fácil, feito de muitas horas, folgas, em que o empenho, a disciplina e a dedicação são fundamentais.

E claro, há o gosto pelo mar e o saber receber aqueles que escolheram fazer férias em navios de cruzeiro, autênticos hotéis flutuantes.

Na Madeira, os tripulantes dos cruzeiros são considerados ótimos clientes. Frequentam os restaurantes, utilizam pensões e residenciais, fazem compras no comércio tradicional – que lhes dedica algumas campanhas – e muitos deles, sobretudo os filipinos, compram imagens de Nossa Senhora de Fátima.

Por isso, um dos últimos estudos sobre o consumo dos passageiros e tripulantes, feito em 2015, apontava que a média por passageiro é de 48,48 euros e a do tripulante é superior, na ordem dos 62,94 euros.

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